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Unção dos Enfermos

A Unção dos Enfermos é um sacramento de muita importância para a Igreja Católica. Isso por que a sua ligação com a enfermidade o conecta com uma importante função pastoral: a de estar próximo das pessoas abaladas em sua saúde, especialmente nos momentos mais difíceis. Essa afirmação, por outro lado, pode nos levar a uma deturpação histórica do sacramento: muitas pessoas chamam esse rito de “extrema unção”, o que é errôneo, uma vez que ele não deve ter essa característica de ligação com o último suspiro de vida, mas ele é oportuno para ser também uma “força” nas dificuldades da convalescença. Por isso, ele é por muitos, equivocadamente, um sacramento amedrontador: recebe-lo parece ser o fim. O que não é verdade.

Uma vez que já vimos o que não é o Sacramento da Unção dos Enfermos, agora vamos tentar conhecer ainda mais o que é este sacramento. Eis alguns pontos de reflexão, baseados na Introdução do Ritual para a Unção dos Enfermos:

  • A doença faz parte da realidade humana. Mas os fiéis cristãos encontram em sua fé uma ajuda para compreender melhor os mistérios da dor. Assim, o sofrimento do ser humano se associa ao sofrimento de Cristo em sua Cruz.
  • Faz parte da vida humana, por outro lado, a busca pelo bem da saúde.
  • Além disso, cumprindo o papel cristão de amparar os doentes, também os médicos e profissionais da área da saúde desempenham um papel fundamental na manutenção deste bem.
  • O referido sacramento está ligado com várias inspirações bíblicas do Antigo e Novo Testamento, que falam sobre a cura, sobre as enfermidades e sobre os símbolos que fazem parte do rito. Mas é o texto de São Tiago (5,14-16) que ilumina fortemente este modo de a Igreja se fazer próxima dos enfermos:
    • “Alguém entre vós está enfermo? Mande chamar os presbíteros da Igreja, para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará. E se tiver cometido pecado, será perdoado”.
  • A celebração do sacramento consiste principalmente em que, depois da imposição das mãos pelos presbíteros da Igreja, seja proferida a oração da fé e ungidos os doentes com o óleo santificado pela bênção divina. Com este rito é significada e conferida a graça do sacramento.
  • O sacramento da Unção dos Enfermos deve ser administrado após uma prudente reflexão, não sendo aconselhável administrá-lo indiscriminadamente. São ocasiões oportunas: antes de uma grave intervenção cirúrgica, em casos de doenças graves, a idosos que já estejam muito debilitados – mesmo se não estiverem com doença grave, crianças que já tenham consciência do rito a ser realizado e outras ocasiões a serem refletidas pelo ministro do sacramento.
  • A pessoa que em algum momento de sua vida já recebeu esse sacramento, pode novamente recebê-lo em caso de nova convalescência ou permanência/agravamento da anterior.
  • No caso de alguém com alguma doença grave, onde o doente não consegue mais exprimir os seus desejos, mas que se sabe que ele iria solicitar o sacramento, pode-se administrá-lo.
  • O ministro a conferir o referido sacramento é o sacerdote. Exercem de modo ordinário o serviço deste ministério os Bispos, os párocos e os vigários paroquiais, os capelães dos hospitais e os superiores das comunidades religiosas clericais.
  • A unção com o óleo deve ser feita na fronte e nas mãos. Ou em casos de maior dificuldade, apenas na fronte.
  • O sacramento da Unção dos Enfermos pode ser administrado a um doente e em caso de gravidade da doença pode se oferecer com ele o Corpo de Cristo, desde que ele esteja apto a receber o mesmo.
  • Além disso, é possível que o rito seja realizado com o Sacramento da Reconciliação. Os ritos disponíveis devem ser adaptados para a realidade em que se encontra o enfermo, mas há um rito contínuo que contempla os sacramentos da Reconciliação, Unção dos Enfermos e Viático (Eucaristia). Caso seja possível, o rito pode conter também um oportuno momento de ato penitencial, leitura da Palavra de Deus e partilha, ladainha e bênção com imposição das mãos.
  • O sacramento da Unção dos Enfermos também pode ser administrado no rito da missa, ou também numa celebração com mais doentes, como num hospital ou casas de saúde. O critério, porém, é sempre do cuidado para não administrar o sacramento sem o devido preparo para o mesmo, bem como observando as disposições necessárias.
  • Ligado a este sacramento também pode estar o viático, ou seja, a comunhão sob uma ou duas espécies para a pessoa em enfermidade grave que se torna também a sua força nos últimos momentos de vida.

O sacramento da Unção dos Enfermos, portanto, é uma ocasião oportuna de o fiel enfermo buscar forças em sua fé para enfrentar a enfermidade. Além disso, se torna um convite para que ele associe a sua dor com o sofrimento de Cristo na Cruz. Ao se encarnar, o Senhor Jesus se aproximou da humanidade em suas dores e por isso caminha com o ser humano em todas as suas dores, exceto no pecado.

Ademais, é oportuno sempre recordar que apesar de que este sacramento seja administrado pelo sacerdote, é função de toda a comunidade a aproximação, cuidado e atenção para com os enfermos. Há inúmeras atividades que podem ser também um auxílio na cura e nos momentos difíceis para os enfermos, como por exemplo: a visita fraterna em momentos oportunos; a arrecadação de donativos para os doentes que passam por dificuldades financeiras (alimentos, remédios, fraldas); o apoio logístico para enfermos necessitados (levar até alguma consulta, ao hospital, buscar remédios na farmácia, auxiliar em algum trabalho doméstico); o incentivo e o reconhecimento para com os profissionais da área da saúde, buscando políticas públicas que valorizem adequadamente estes profissionais e possuindo senso crítico aos governos quando agem com descaso para com a área da saúde; o cuidado e o apoio – inclusive psicológico – para com os cuidadores de idosos que em muitos casos acabam por ficar doentes também.

Esses e outros são gestos concretos que toda a comunidade é convidada a realizar para que a cura do enfermo em questão possa ser uma oportunidade de sentir-se amado e amparado pela comunidade. Em muitos casos, o enfermo não consegue mais ir até ao templo, mas é a Igreja que vai até ele, por muitos gestos, incluindo a Unção dos Enfermos. Que sejamos uma Igreja da cura, da partilha, do cuidado para com os mais necessitados.

SERVIÇO:

Em nossa Paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Petrópolis, o enfermo ou a família que deseja receber o sacramento, deverá entrar em contato pessoalmente ou por telefone e solicitar a presença de um presbítero que fará a visita e administrará o sacramento.

Telefone: (24) 2243-0942
WhatsApp: (24) 2231-4509
E-mail: sagrado-petropolis@diocesepetropolis.org.br

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