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“Mães, mulheres feitas de intuição”

Elas, essas mulheres chamadas mães, têm alguma coisa a mais que os outros seres humanos. São pessoas que pensam e refletem, mas que vivem muito na esfera do afeto e sobretudo são “feitinhas” de intuição. Intuir é perceber sem raciocínio. É pensar com o coração. É ver sem ver.

As mães observam. De repente as coisas entram nelas. O marido chega do trabalho, pega o filho no colo e passa bons momentos com ele no quarto, sem nada dizer. A mulher intui que esse filho faz parte do universo de delicadas preocupações de seu marido. Ele tem gosto de ser pai. Ela poderá contar com ele para alimentar essa vida que veio de suas entranhas. Nasceu no marido, de fato, a vocação à paternidade. Custou um pouco, mas agora ele é pai. Ele não teve os nove meses de preparação. Não é sua culpa.

As mães observam o corpo dos filhos, o jeito de falar, a maneira de andar, o bom ou mal funcionamento de sua visão e de sua audição. Ficam atentas para tomar as providências necessárias. Não se omitem. Afinal de contas elas não são cuidadoras da vida? Intuem que há dificuldades a serem melhor descobertas e aliviadas.

Elas, de modo particular, intuem as coisas que passam na vida de seus filhos quando estes começam a pensar. O marido chega, cansado, exaurido, exausto. Diz um “oi” meio seco para um filho que faz suas lições de casa. A mãe intui que o filho queria que o pai notasse sua presença. Enxerga no filho uma lágrima que ia rolando porque o pai não lhe deu um beijo. Elas disfarçam. “Teu pai hoje chegou cansado. Mal e mal que me olhou. Mas como ele gosta de nós!!!”. No quarto, com a porta fechada, ela dirá ao marido: “Você precisaria ter a delicadeza de olhar nos olhos de teu filho que carecem de teu afeto”. Elas, essas criaturas mães, intuem.

Mulheres cristãs, mulheres conscientes de sua vocação dar a vida plena aos filhos, a mãe cria um clima de oração, de fé em casa. Não força. Não impõe. Seus modos e comportamentos manifestam que ela anda na presença do Senhor. Intuem que nem sempre essas “aulas de catequese” vão colocar sede de Deus na garganta dos filhos. Percebem intuitivamente que seus filhos precisam de muito mais do que essas ilustrações mentais. Lutam para que seus filhos não se decepcionem com uma fé apenas devocional e não vital.

Sempre intuitivas. Há dias de mutismo na vida dos filhos. O que está acontecendo? De repente a menina ficou mais faceira e mais bonita. Será que um rapazinho já andou encantando sua menina moça? O filho mais velho, casado, anda muito diferente. A mãe já vinha observando. Ela tinha certeza que a situação conjugal do filho ia de mal a pior. Ninguém precisava lhe dizer. Pouco tempo depois veio a separação. E a depressão do filho.

O poeta já dizia que ser mãe é padecer no paraíso. Verdade? Mentira? Verdade e mentira.

As mulheres mães são seres intuitivos.

Frei Almir Ribeiro Guimarães

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