Nossa Senhora das Dores

Conheça a história de Nossa Senhora das Dores

“Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus e o teu pranto enxugar!”

Assim, a Igreja reza a Maria neste dia, pois celebramos sua compaixão, piedade; suas sete dores cujo ponto mais alto se deu no momento da crucificação de Jesus. Esta devoção deve-se muito à missão dos Servitas – religiosos da Companhia de Maria Dolorosa – e sua entrada na Liturgia aconteceu pelo Papa Bento XIII.

O culto a Nossa Senhora das Dores teve início em 1221 no Mosteiro de Schonau, Germânia. A festividade de Nossa Senhora das Dores, celebrada em 15 de setembro, iniciou-se em Florença, Itália, em 1239 através da Ordem dos Servos de Maria.

A devoção a Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que encontramos as sete dores de Maria: o velho Simeão, que profetiza a lança que transpassaria (de dor) o seu Coração Imaculado; a fuga para o Egito; a perda do Menino Jesus; a Paixão do Senhor; crucificação, morte e sepultura de Jesus Cristo.

Nós, como Igreja, não recordamos as dores de Nossa Senhora somente pelo sofrimento em si, mas sim, porque também, pelas dores oferecidas, a Santíssima Virgem participou ativamente da Redenção de Cristo. Desta forma, Maria, imagem da Igreja, está nos apontando para uma Nova Vida, que não significa ausência de sofrimentos, mas sim, oblação de si para uma civilização do Amor.

MARIA, MÃE DE JESUS E DA IGREJA

Na Igreja do Sagrado, a devoção mariana está representada pelo vitral do Sagrado Coração de Maria, que desde 1892 ladeia o Sagrado Coração de Jesus. Antigamente, onde hoje é a capela do Santíssimo, havia a Capela de Nossa Senhora das Dores, com a cena alusiva à presença de Maria tendo nos braços o Senhor morto, motivo que na tradição da arte sacra ficou conhecido como Pietá. “A dor de Maria é também a dor das pessoas: a dor das pessoas é representada na dor de Maria”, lembrou o pároco Frei Jorge Paulo Schiavini, durante a Celebração do Ano Jubilar, em agosto de 2021.

Em uma das reformas na Igreja, decidiu-se pela colocação da imagem de Nossa Senhora das Dores na capela dedicada a Santo Antônio de Sant’Ana Galvão. “Essa imagem é muito expressiva, pois demonstra toda a proximidade de Deus e de Maria”. Também é centenária, explica Frei Jorge, lembrando que a cada década se faz necessário restaurar a imagem, pelo fato de que as pessoas tocam na mesma. “Mas o importante é que as pessoas se sintam tocadas pelo amor de Deus, pela intercessão maternal de Maria”.

Oração:

Ó Deus, por Vosso admirável desígnio, dispusestes prolongar a Paixão do Vosso Filho, também nas infinitas cruzes da humanidade. Nós Vos pedimos: assim com quisestes que ao pé da cruz do Vosso Filho estivesse Sua Mãe, da mesma forma, à imitação da Virgem Maria, possamos estar sempre ao lado dos nossos irmãos que sofrem, levando amor e consolo. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

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