colegio_04062021

Congregação das Irmãs de Santa Catarina

REGINA PROTMANN – FUNDADORA DA CONGREGAÇÃO DAS IRMÃS DE SANTA CATARINA, V.M

Regina Protmann, nasceu na cidade de Braunsberg – hoje Braniewo (Polônia), em 1552, no seio de uma família rica e piedosa, onde recebeu boa educação intelectual moral e religiosa. No tempo de sua juventude demonstrou-se inclinada às vaidades e às ambições materiais. Encontrava prazer nos atrativos da moda e em seus próprios dons. Espirituosa, inteligente e esperta, gostava de sobressair-se e ser preferida entre suas companheiras.

Em sua juventude, porém, Deus aproximou-se de seu coração. Quem a conheceu conta que “o brilho da graça divina luziu em seu coração”. Esta experiência, esse encantamento por Jesus provocou nela uma grande mudança interior. Sentiu a presença do Senhor em seu coração como um fogo abrasador. Ela mesma assim o expressa em sua oração: “Ó  Meu Senhor e Deus, fere meu coração pecador com a flecha de teu grande amor, para que nenhuma criatura me distraia, mas somente Tu, Deus, nosso Senhor; dá-me tal amor que me abrase inteiramente  e em Ti me dissolva”.

Com apenas 19 anos, ela deixou o conforto da casa paterna e, com duas companheiras que tinham o mesmo ideal, foi morar numa casa pobre, quase em ruínas para aí viver uma vida de pobreza, oração e de ascese e amor ao próximo, na alegria de ter encontrado a razão o grande sentido da sua vida. O começo foi difícil, pois tiveram que lutar muito para experimentar a alegria do Reino.

Inspirada por Deus, Regina foi construindo seu ideal: uma vida em Deus para o povo. Todo o seu modo de viver expressava seu carisma: Um dom de extraordinário amor a Deus, vivido na oração e no serviço aos irmãos mais necessitados. Dedicava-se aos pobres, aos doentes e abandonados e às meninas sem escola.

Regina e suas companheiras residiam ao lado da Igreja paroquial dedicada a Santa Catarina de Alexandria, sendo esta a razão da escolha desta Santa como padroeira e protetora de sua obra. Assim foi o início da Congregação das Irmãs de Santa Catarina, VM. Tudo começou porque uma jovem, cheia de coragem e amor, colocou-se à disposição do querer de Deus.

No ano de 1571, Madre Regina fundadora da Congregação das Irmãs de Santa Catarina, já visitava e assistia os doentes a domicílio. “Contra dor de dente, febre, doenças dos olhos, tumores e outros males, ela destilava colírios, fazia chás, sopas nutritivas e enviava gratuitamente aos pobres”. Dados da sua biografia de 1620.

Esta assistência extraordinária aos doentes, anos mais tarde, inspirou a criação de remédios caseiros e oficina de ervas, mantidas a até os dias atuais pelas Irmãs de Santa Catarina, com veremos em tópicos mais adiante.

A VINDA DAS PRIMEIRAS IRMÃS DA CONGREGAÇÃO DE SANTA CATARINA PARA O BRASIL

Tudo teve início com uma carta do Frei Ciríaco a Madre Gaudência, convidando-a para virem para o país, a fim de educar os filhos dos colonos alemães. Levou um mês, até chegar às mãos da destinatária a carta com o convite! Pode-se imaginar com que emoção Madre Gaudência acolheu o convite de Frei Ciríaco. Era um apelo do Senhor em resposta aos anseios missionários das filhas de Madre Regina.

Foi, certamente, com alegria e ação de graças ao Senhor que Madre Gaudência transmitiu às Irmãs dos quatro conventos o convite de Frei Ciríaco e um sim generoso ecoou pelos muros dos conventos. Muitas candidatas se apresentaram. Na correspondência com o Padre Irineu Bierbaum, OFM, em Dusseldorf, ficou decidido que as quatro Irmãs viajariam no dia 18 de maio de 1897, quando seis irmãos franciscanos viajariam para o brasil.

LEIA NA ÍNTEGRA: CARTA DE FREI CÍRIACO

Pode-se imaginar os preparativos para a longa viagem e a fundação de uma comunidade educacional e apostólica em outro continente. Orações fervorosas subiam ao céu pela feliz viagem e por uma abençoada atividade das irmãs prussianas à luz do Cruzeiro do Sul.

Chegado o dia 18 de maio, nossas corajosas pioneiras embarcaram, em Braniewo, no trem que as levou até Berlim. Fizeram aí uma breve parada, indo para o Convento das Irmãs Dominicanas que as receberam com muita amabilidade. “As Irmãs foram muito amáveis, como a senhora mesma o relatara de outros tempos. Deram-nos novamente laranjas para a viagem”, escreve Irmã Rosa à Madre Geral, em 19 de maio de 1897. Esta carta termina com uma frase profética: “Frei João disse que podemos contar com uma grande expansão para nossa Congregação, lá no Brasil, particularmente em relação às escolas”.

De Berlim seguiram para Hamburgo.  No dia 20, quinta feira, pelas 4 horas da manhã, o navio “Cordoba”, da Companhia Sul – Americana de navegação a vapor, se pôs em movimento. Durante a viagem, nossas heroínas dirigiam à Madre Regina 9 cartas, em que contaram minuciosamente, o dia a dia da viagem, descreveram o navio, as paisagens e etc. No dia 26 de maio, o navio ancorou em Lisboa.

RECEPÇÃO EM PETRÓPOLIS: BENFEITORES

“Eu mal posso imaginar a alegria que vou sentir, quando nossos pés pisarem no chão de nossa nova Pátria… Já nos contam coisas bonitas de lá e como as crianças esperam pelas Irmãs. Oxalá possamos corresponder a todas as expectativas e trabalhar muito para a glória de Deus e para o bem do próximo”.

Assim, em 16 de junho de 1897, atendendo ao chamado dos franciscanos para educarem os filhos dos colonos alemães, chegaram as primeiras Irmãs ao Brasil: Ir.Dária Beckmann; Ir.irmengard Preuschoff; Ir. Rosa Woynod, Ir.Crescência Bleise, que se estabeleceram em Petrópolis (RJ) perto da Igreja do Sagrado Coração de Jesus.

Em todas as cartas à Madre Geral e às Irmãs de além-mar, as quatro pioneiras exaltaram, agradecidas, a recepção amável, cordial e solícita que receberam. O convento dos franciscanos não só provê todas as suas necessidades, mas Frei Ciríaco ainda insiste para que escrevam o que lhes falta e as Irmãs, com simplicidade, usam desta forma.

“Ontem um senhor presenteou-nos com duas imagens, uma do Sagrado Coração de Jesus e outra da querida Mãe de Deus. A senhora nem imagina nossa alegria! O senhor que nos doou as imagens, também paga o aluguel para nós, até podermos morar no Convento. Seu filho, Dr. Jerônimo de Castro, pagará mais tarde as Irmãs toda a instalação elétrica com 11 lâmpadas para a casa comprada e doará os canos para toda a cerca do jardim”.

As Irmãs de Santa Catarina foram recebidas em Petrópolis com grande alegria. Os colonos alemães trouxeram-lhes pão, manteiga, leite, carne e tudo o que podiam, de modo que as Irmãs não careceram de coisa alguma. “A senhora Ana Weber, vizinha das Irmãs, tornou-se logo grande amiga e benfeitora nossa, especialmente de Irmã Daria. Quando faltava pão, Irmã Daria dava o seu gritinho: ‘Aninha, não temos pão’, e logo um lindo pão branco chegava à mesa das irmãs.

As Irmãs Vicentinas, as Irmãs de Nossa Senhora de Sion e as Irmãs de Nossa Senhora do Amparo deram todo o apoio moral e toda a ajuda material que lhes era possível, para que as Irmãs de Santa Catarina pudessem começar e prosseguir bem em sua missão em nossa terra. Nomes de benfeitores generosos, como do ministro alemão Dr.Kraul, do embaixador alemão, Conde Arco de Valley, do cônsul alemão, senhor Weber e da senhora Clarier são encontrados por inúmeras vezes nas cartas e nas crônicas das primeiras irmãs vindas que vieram ao Brasil.

Duas semanas após a chegada em Petrópolis, Irmã Rosa, em carta de 02 de julho de 1897, escrevia à Madre Geral: “Ontem visitamos as Vicentinas. Penso que nossa última carta, fiz observações a respeito da caridade e da gentileza das irmãs. Logo após a nossa chegada, veio a superiora com uma Irmã que fala o alemão e esta perguntou se precisávamos de alguma coisa, pois não sabiam o que poderiam nos oferecer… As boas irmãs deram-nos saias, casacos, meias, lenços e mantilhas para o pescoço”.

No ano de 1898 foi criada a Província brasileira com sede em Petrópolis, que ainda no primeiro decênio de sua chegada expandiu-se até Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Muito pobre e pequeno foi o começo, mas as Irmãs não se importaram com a pobreza da casa e usavam caixotes e taboas como bancos para iniciarem as aulas. Devido ao dinamismo dessas Irmãs, a sua união e sua extraordinária capacidade de economizarem, a obra foi crescendo e se multiplicando. Uma vez estabelecidas no Colégio Santa Catarina de Petrópolis, berço da Congregação no Brasil, diversos outros lugares, como Juiz de Fora, São Paulo, Hamburgo Velho e muitos outros no Rio Grande do Sul, pediram Irmãs para a educação das meninas teuto-brasileiras, e para o atendimento dos doentes a domicílio, em hospitais e asilos, ambulatórios, para a assistência social e paroquial.

O número das Irmãs cresceu. Vieram sempre mais Irmãs da Alemanha e surgiram vocações em Petrópolis, Juiz de Fora e, sobretudo no Rio Grande Do Sul e a do Centro, abrangendo as duas Províncias no Brasil, a do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito santo, Goiás e Bahia.

Em 1920, a sede da Província e a casa de formação foram transferidas para São Paulo, na Avenida Paulista, 200, ficando anexa ao então chamado Sanatório Santa Catarina. A cidade de São Paulo cresceu aceleradamente na primeira metade do século XX, tornando-se a maior metrópole da América Latina.

A casa de formação, situada num grande centro comercial, ficou rodeada de grandes prédios, perdeu a sua privacidade, inviabilizando sua finalidade. Assim sendo, na década de 1950, surgiu a ideia de mudar a sede da Província e a casa de formação para Petrópolis que é até hoje o local que centraliza a maior parte das comunidades da Província. Foi escolhido o terreno, atrás do Hospital Santa Teresa e, aos 22 de junho de 1962, foi feita a bênção da pedra fundamental do Convento Madre Regina destinado a ser sede da Província, casa de formação e residência para as Irmãs idosas.

Nas fontes históricas dos primeiros escritos das irmãs pioneiras, percebe-se o quanto foram dinâmicas e animadas pela espiritualidade e carisma de sua fundadora: Madre Regina Protmann, cujo vigor atraiu muitas jovens brasileiras a se tornarem membros da Congregação. Desde então a obra cresceu e é hoje uma das maiores redes sociais reconhecida como uma das maiores entidades filantrópicas do país.

CONVENTO DE MADRE REGINA

Na planta inicial estava prevista a construção de uma Igreja, anexa ao Convento Madre Regina, a qual não chegou a ser construída. O Convento foi inaugurado no dia 15 de dezembro de 1967, com uma capela provisória.

De 1962 a 1965 realizou-se o Concílio Vaticano II que trouxe, para toda a Igreja, muitas mudanças, a fim de adaptá-las aos tempos modernos. Neste tempo de renovação e adaptação diminuíram as vocações. Diante disto não foi conveniente realizar a construção da Igreja prevista no projeto inicial. No Capítulo Provincial de 1994 e em outros das Irmãs da Província foi sugerido que a construção da nova capela fosse um marco da celebração do ano centenário da chegada das primeiras Irmãs de Santa Catarina no Brasil. O governo Provincial achou por bem chamar o famoso artista sacro, senhor Cláudio Pastro, residente em São Paulo, para criar o projeto da capela, de acordo com os critérios dados pelo governo provincial.

Ele veio a Petrópolis no dia 03 de abril de 1995 para verificar onde seria o melhor local. Em fins de junho, apresentou o esboço do projeto que foi discutido e aceito pelo governo provincial. O desenho técnico do mesmo foi entregue à firma FR Engenharia S/C dos senhores, Dr. Paulo Furtado da Rosa e Vinicius Furtado da Rosa, para elaboração das plantas. À mesma firma foi confiada a execução da obra e os serviços foram iniciados em dezembro de 1995.

Aos 16 de junho de 1996, foi declarado o dia da abertura do ano do centenário da chegada das primeiras Irmãs ao Brasil. “Em louvor à Santíssima Trindade, a quem queremos dedicar esta capela, às 11 horas, com a graça de Deus, celebramos a bênção  da pedra fundamental da nova capela do Convento Madre Regina, numa cerimônia presidida pelo Revdo. Sacerdote Frei Alberto Beckhauser, OFM.

Nesta data, a Província de Petrópolis contava com 157 Irmãs, 04 noviças, 03 postulantes, formando 24 comunidades nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Paraná e Goiás.

ENDEREÇO

Rua Bingen, 73 – Bingen, Petrópolis (RJ)

CEP: 25660-003

CONTATO

Telefone: (24) 2242 1311

E-mail: recepcao@conventomadreregina.com.br

HOSPITAL SANTA TERESA

Fundado pela Família Imperial em 1876, o Hospital Santa Teresa recebeu esse nome em homenagem à Imperatriz Thereza Cristina, que se empenhou em dar um atendimento assistencial aos mais humildes.

No ano de 1900, o Hospital Santa Teresa foi entregue às Irmãs da Associação Congregação de Santa Catarina. A missão que as Irmãs de Santa Catarina receberam à frente do Hospital Santa Teresa é uma história de amor e de dedicação à serviço da vida.

A Medicina de Petrópolis (RJ) nasceu nessa instituição e grande parte da sua história foi retratada dentro desse Hospital. Hoje, o Hospital Santa Teresa em Petrópolis-RJ, é referência na Região Serrana como em algumas áreas primordiais da saúde, como: Cardiologia, Neurocirurgia, Vascular, Ortopedia e Traumatologia.

A experiência adquirida ao longo dos anos, através de um corpo clínico altamente qualificado e aliado com as inovações tecnológicas, garantiu ao Hospital Santa Teresa excelência em atendimento tanto para Convênios e Particulares quanto para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Além da preocupação técnica e científica, o Hospital Santa Teresa se ocupa também das dimensões psicológica e espiritual de cada paciente.  Para esse tipo de atendimento, coloca-se à disposição uma equipe especializada, denominada Humanização e Pastoral da Saúde. Os agentes da Pastoral visitam diariamente os pacientes internados e seus acompanhantes que queiram esse tipo de acolhimento. Respeitam sua liberdade quanto à escolha de convicções e práticas religiosas. O que se deseja é prestar uma completa assistência pessoal naquilo que cada indivíduo sentir necessidade. O Hospital conta também com a presença de um sacerdote que atende os pacientes com confissões, unção dos enfermos e bênçãos.

O Cuidar e o Cuidado inseridos nos 130 anos do Hospital Santa Teresa

Com o empenho das Irmãs começou a funcionar em março de 1969, o curso Técnico de Enfermagem do Colégio Santa Catarina. Foi o 8º curso do Brasil com aprovação em nível federal. Ir. Maria José Godoy foi a primeira diretora. O currículo era muito rico, quase 4000 horas entre teoria e prática. A primeira turma formou 7 alunas.

O Curso começou a funcionar no Convento Madre Regina, depois no Santa Catarina e em seguida no prédio destinado à escola de Enfermagem anexo ao Hospital Santa Teresa. Lá permaneceu até meados de 1991, voltando, então, a funcionar no prédio do Colégio Santa Catarina. Sempre foi estreita a colaboração entre o Colégio Santa Catarina e Hospital Santa Teresa na formação de nossas alunas e alunos. O Hospital põe à disposição do Curso Técnico as suas instalações e clínicas para estágio dos nossos formandos.

ENDEREÇO

Rua Paulino Afonso, 477 – Bingen – Petrópolis (RJ)

CEP: 25684-900

 CONTATO

Telefone: (24) 2233 4600

E-mail: hst@hst.org.br

COLÉGIO SANTA CATARINA

O cuidar e o cuidado são o ponto de partida e ponto de chegada das atividades do Colégio Santa Catarina. A dimensão humana, vem sendo cultivada como valor desde o início. A mesma mantedora do Colégio e Hospital durante todo esse tempo é fator importante para se manterem os mesmos objetivos, sempre somando empenhos, sonhos e iniciativas. De 1980 a 2003 a enfermaria denominada hoje “Setor Madre Regina”, ficou sob responsabilidade e cuidado de enfermagem exclusiva do Curso Técnico de Enfermagem do Colégio Santa Catarina, nos plantões: diurno e noturno. Durante 7 anos o setor denominado “Maternidade Escola”, os cuidados de enfermagem eram assumidos integralmente pelas alunas, em plantão de 24 horas. Não havia outros profissionais de enfermagem. Hoje o setor continua sendo o maior campo de estágios básicos para nossos formandos. Pontos positivos dessa colaboração continuada: capacitação técnico-científica, fortalecimento da aprendizagem de forma mais global, acompanhamento clínico das gestantes, puérperas e recém-nascidos, enriquecimento do trabalho das equipes médicas e enfermagem. O nome Escola de Enfermagem, tão presente em Petrópolis, não é oficial, mas serve para designar um modo muito familiar e conhecido do curso principalmente pelos alunos mais antigos.

MEMÓRIA DA ESCOLA DE ENFERMAGEM          

O fortalecimento da relação Santa Teresa e Curso de Enfermagem aponta alguns desafios: resgatar valores humanos perdidos e adequar a nossa educação global ao ser humano tão fragmentado. Transformar individualismo em solidariedade; – a eficiência técnica e constante atualização dos conhecimentos são viva preocupação, porém não estão aí os pilares de nosso trabalho, tudo isso tem de ser consequência e expressão do que é fundamental: o cuidado, o respeito e o serviço à vida, por isso a necessidade de integrar cada vez mais a formação humana, o ser;- sem jamais perder de vista nossas raízes buscamos integrar as atividades educativas do Colégio e do Hospital no objetivo comum e carisma da Congregação: despertar e manter os valores humanos e cristãos, apesar dos fortes contra- valores, e descobrir o recado de Deus que nos vem pela pessoa do pobre, do doente, dos alunos e colaboradores.

Queremos, assim, agradecer e louvar a Deus pela semente plantada em 1897, pois nestes anos de história a soma entre Santa Teresa e Colégio vem ajudando a árvore tornar-se frondosa, generosa na abundância de frutos por toda parte.

No ano de 1978- A Conferência internacional de Saúde em Alma- Ata, na Rússia, estabeleceu metas na atenção primária de Saúde e formação dos Agentes de Saúde. O Colégio atento ao Social organizou Cursos para formação de Agentes. A utilização de remédios caseiros teve início com o Grupo de Saúde. Como não havia na época os cursos de Fitoterapia, o que fazíamos era o exercício de troca e partilha da sabedoria popular.

Ir. Dulce Bastos sem experiência no trabalho com ervas medicinais, promovia cursos semanais de remédios caseiros e um grande números de pessoas participavam com grande interesse.

O Grupo de Saúde teve o seu início em março de 1980 com o apoio dos vigários: Frei Clarêncio, Pe. Lino e Frei Dimas, com o objetivo de proporcionar aos participantes subsídios sobre saúde comunitária e elementos de reflexão da Pastoral de Saúde, afim de que possam atuar como agentes.

Em 1980, o Grupo fazia os seus encontros às 4ª feiras às 19h30, na Escola de Enfermagem do Hospital Santa Teresa. Os participantes atuaram em alguns morros da cidade. Em 1981, o Grupo de Saúde refletiu em várias paróquias sobre a Campanha da Fraternidade “Saúde para Todos”. Após a campanha o grupo passou a ter seus encontros na Paróquia do Sagrado. São mais ou menos 35 participantes. Continuamos numa linha de reflexão e ação. Com a reutilização dos prédios à Rua Montecaseros, em 1991 pudemos com mais carinho pensar no espaço para atividades em Fitoterapia. O espaço escolhido foi o prédio 4.

OFICINA  DE ERVAS

A partir de 1993, Ir. Maria Gabriela Alvim assumiu a coordenação da sala de Ervas Medicinais. Iniciou-se um novo processo de relação, uma caminhada mais pedagógica junto com as pessoas da Escola, com pessoas da comunidade e alunos da casa. A Escola comprou utensílios e alguns móveis para a organização do setor, e recebemos transferências de móveis do Hospital Santa Teresa.

O início da oficina de Ervas se deu na busca e na escuta da Palavra de Deus, reunindo e rezando com a Bíblia nas mãos. Em março de1980 com o apoio dos vigários: Frei Clarêncio, Pe. Paulo, Pe. Lino, Frei Dimas, com a vibração da Ir. Dulce, outras religiosas, leigos e leigas que a semente foi lançada. O objetivo inicial era proporcionar aos participantes subsídios sobre saúde comunitária e elementos de reflexão sobre Pastoral da Saúde, a fim de que possam atuar como Agentes de Saúde, junto as famílias.

Aos poucos foi- se organizando um trabalho com as populações mais carentes de Petrópolis, tendo como eixos: a valorização da vida;  o fortalecimento do saber popular, e a socialização da informação.

ENDEREÇO

Rua Montecaseros, 278 – Centro, Petrópolis – RJ,

CEP: 25685-005

 CONTATO

Telefone: (24) 2243-1606

E-mail: colegio.cscpt@educacsc.org.br

No dia 13 de junho de 2021 as Irmãs de Santa Catarina celebraram 22 anos da beatificação de sua fundadora. Também neste ano a Congregação celebra 450 anos de História. A beatificação de Regina Protmann, deu-se em 1999 na Varsóvia, Polônia, em 13 de junho, pelo então Papa João Paulo II, hoje santo. Para as irmãs, foi uma grande coincidência que a beatificação da fundadora tenha se dado justamente na Festa de Santo Antônio, franciscano.

Frei Augusto Luiz Gabriel e Maria Helena Pulcherio com informações de Irmã Adriana Aparecida de Oliveira

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