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Ano Jubilar: “A casa do Coração de Jesus”

Frei Augusto Luiz Gabriel

Petrópolis (RJ) – “Nesta primeira sexta-feira do mês e na comemoração do Jubileu da Paróquia do Coração de Jesus, detenhamo-nos sobre a adorável figura daquele que é Deus na carne e na história do homem. Cremos, de fato, na ressurreição de Jesus todo feito de chagas e de abandono?”. Foi com essa indagação que o vigário paroquial da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, Frei Almir Ribeiro Guimarães, presidiu a Celebração Eucarística das 18 horas, desta sexta-feira (3/09), em comemoração aos 75 anos da Paróquia e dos 125 anos de presença dos frades franciscanos em Petrópolis (RJ). O coral dos ex-canarinhos, Bienias&Prim, abrilhantou a celebração que foi transmitida pelo Facebook e YouTube da Paróquia e pela Rádio Imperial.

Desde fevereiro deste ano, os frades do Convento e a comunidade da Paróquia do Sagrado estão celebrando o Ano Jubilar. E, nesta sexta-feira, coube ao petropolitano Frei Almir fazer memória desta história centenária em torno do ‘Sagrado’. Começou lembrando que é uma tradição relativamente antiga em cada primeira sexta-feira do mês celebrar o ‘Coração daquele que já morto, teve seu peito rasgado pela lança do soldado’. “Esta nossa Paróquia é dedicada ao Coração do Redentor. Ao longo dos tempos, ela ficou simplesmente conhecida como a igreja do Sagrado e os religiosos que aqui residem são os franciscanos do Sagrado”, explicou.

O presidente da celebração começou sua reflexão fazendo referência a São Gregório Magno, memória celebrada por toda a Igreja neste dia 3 de setembro. Segundo Frei Almir, o Papa Gregório foi uma das mais importantes figuras do papado. Nasceu no ano de 540 e morreu em 604. “Gregório soube fixar o olhar na realidade da Igreja que ele belamente consolidou em meio a duras lutas”, disse.

ESUS CRISTO: A VIDA NOVA NO ESPÍRITO

Sobre o Evangelho do dia (Lucas 5,33-39), o frade explicou que os ouvintes de Jesus estavam apegados aos costumes religiosos de seus antepassados e acreditavam que cumprindo as regras do passado estariam ‘em dia’ com Deus. “Jesus é o novo, o vinho novo. O Evangelho proclamado, por sua vez, quer o novo”, destacou.

“Um sonho de Deus. O abismo de amor da Trindade. Um Pai amando eternamente o Filho e entre os dois uma união, um sopro do Espírito. Uma fornalha de dom, um se entregando ao outro numa intensidade de dom. Não é assim que nosso coração experimenta a saudade do novo?”, perguntou.

Em seguida, Frei Almir evidenciou aspectos da vida de Jesus: “Um menino que nasce no Oriente, num inexpressivo cantinho, que chora, pede o peito da mãe, conversa com o carpinteiro José, cresce discreta e silenciosamente. Entra no Jordão com o cortejo dos pecadores, se identifica com os que precisavam nascer de novo. Deixa seu cantinho e começa a percorrer os caminhos dos homens, fala de um mundo novo em que não pode haver ódio, nem competição, nem indiferença, nem vontade de sempre buscar os primeiros lugares, fala de um mundo do abraço, de pessoas sem máscaras. Acerca-se de cegos e coxos, de crianças, de amigos como Lázaro e suas irmãs, recolhe-se no silêncio para estar com o Pai e seu rosto se torna luminoso. Nem a todos agrada. Não veio para isso. Veio por amor”, ensinou.

Para Frei Almir, a trajetória de Jesus não acaba na cruz. Segundo ele, sem termos fatos fotografados, todos os cristãos creem com a Igreja que Ele vive e “nos acompanha e que sua vida vive em nossa vida”. O celebrante, ressaltou ainda que a morte de Jesus significa o fim do regime ultrapassado, do templo de pedra, e o acesso a Deus, a reconciliação do céu e da terra, a realização da súplica do último livro de Isaías, que diz: ‘Oxalá rasgastes os céus e descêsseis’ (Is 63,9). “O templo é o corpo de Jesus no momento em que ele morre. Esvaziando-se de seu sangue, faz nascer a vida nova, no Espírito e na água”, explicou.

Encerrando sua reflexão, Frei Almir destacou a importância de se ter uma paróquia franciscana consagrada ao Coração do Redentor. “Tudo na Igreja fala Dele: A grande imagem do presbitério, o vitral do Coração de Jesus ao lado do vitral do Coração Imaculado de Maria. Nesta igreja as pessoas passam momentos diante do Santíssimo e da imagem do Coração de Jesus. Os devotos de Antônio trazem suas preocupações em sacolas de pães para serem distribuídos aos pobres. Há pessoas que confessam seus pecados lavando seu eu mais profundo nas águas do peito do Senhor. Na pia batismal nos lembramos do Espírito para a vida nova que Jesus deu nos últimos momentos de sua vida. Fazemos a sua memória: Isto é meu corpo que é dado por vós. Esta é a casa do Coração de Jesus”.

Após a homilia, a celebração teve continuidade com as preces próprias para o dia, seguidamente da liturgia eucarística. Após o rito de comunhão, o Coral Bienias&Prim entoou o moteto “Anima Christi” de Marco Frisina, arrancando uma forte salva de palmas dos presentes, que lotaram a Igreja do Sagrado (VEJA VÍDEO ABAIXO). No final, Frei Almir agradeceu a presença de todos e rezou pelas famílias enlutadas.  A próxima celebração do Ano Jubilar será no dia 16 de setembro, às 18 horas, data da dedicação da Igreja ao Sagrado Coração de Jesus.


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